Capítulo 08, parte 03

          Bem humorados, seguimos pelo caminho desconhecido até avistarmos algumas construções bem distantes. Kelé disse que deveria ser a Arco-íris. Entretanto, não era possível seguir direto até as construções pois havia uma cerca. Teríamos de escolher um dos dois caminho que margeavam a cerca em direções contrárias. Mas, em qual das direções? A nossa frente, cargueiros seguiram até a beira da cerca e pararam, também indecisos sobre qual direção seguir.
          — Pra lá ou pra cá, jornalista? — perguntou-me o cozinheiro apontando para as duas direções. 
          — Pra lá! — apontei em direção às construções.
          — Vamos seguir por ali! Qualquer coisa a gente volta. — Disse apontando o caminho da direita.
          A cerca ia na direção até alguns metros adiante, onde havia um canto. A estrada continuava margeando-a, virando, também, 90° à esquerda. A partir dali marchamos ainda mais de quilômetro avistando as construções ficarem cada vez mais próximas, à nossa esquerda. 
         — Estamos chegando, Kelé. Será que é aqui mesmo? 
         — Se Deus quiser, Jornalista!
         Havia um portão com uma travessa de tronco encima. Alguns fazendeiros colocavam essas travessas nos principais portões das propriedades, como enfeite e para que o conjunto ficasse mais firme. Ao menos sabíamos que estávamos entrando em uma fazenda. Só restava saber se era a fazenda certa. (Continua)       

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