05 de Agosto de 2008
Algumas Horas de Folga
Da minha rede era possível ver os animais dentro do mangueirão quase lotado. Alguns estavam deitados, outros, embora de pé, permaneciam imóveis, outros ainda perambulavam pelo recinto trompando em um ou em outro e causando a maior confusão. O lugar estava tomado pelo cheiro de estrume e de urina dos bichos e, vez ou outra se escutava algum berro. Estranhamente isso não me incomodava, pelo contrário, trazia até uma sensação agradável. Faz parte da aventura!
Durante o café o condutor passou alguns minutos explicando para o cozinheiro como se chegava na fazenda Arco-íris. O problema era que nem ele tinha muita certeza do tal caminho, recorrendo a José e a Divino para ajudá-lo com os pontos de referências. Cercas, lagoas, vazantes, capões... tudo ajudava a descrever o trajeto. Pra piorar, não tinha como se ter certeza se a tal referência era a correta, já que cercas, lagoas, vazantes e capões existem aos montes pela região.
Partimos logo depois do amanhecer, deixando para trás os peões e a boiada. Eles ainda teriam de carimbar os novos animais antes de seguirem viagem, colocando em prátia a complexa arte de não fazer confusão com tantos animais de tantos donos diferentes. Eu ficava pensando o tamanho do problema se uma das marcas, feitas com tinta a óleo, se apagasse. Mas, creio que o maior temor do condutor era que um dos animais sumisse ou morresse. (Continua)

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