Não contive a gargalhada. Aliás, não contivemos... todos começamos a rir da situação. Os visitantes acabaram se instalando na varanda da sede. Naquela noite não voltariam para a casa do capataz nem para buscar as malas.
No outro dia pediram desculpas ao capataz pelo barulho e o problema foi resolvido. Mesmo assim os rapazes decidiram que continuariam dormindo na varanda da sede. Durante a tarde ficou combinado um passeio a cavalo pelos campos da fazenda. Coincidentemente, naquela mesma época, os peões faziam a doma de alguns animais. Quando os turistas chegaram próximo ao galpão, de onde partiria o passeio, se depararam com um cavalo pantaneiro extremamente xucro amarrado em um palanque, pulando ferozmente para tentar se se soltar enquanto um peão tentava colocar um arreio em seu lombo. Toninho notou os olhares espantados dos turistas e disparou, apontando para o mais espantados deles:
— Esse é pra você montar, Carioca. Ele só tá um pouquinho nervoso hoje, mas já já se acalma.
— Dá pra tomar uma Kaiser antes? — respondeu o rapaz, entendendo o espirito da brincadeira e aproveitando o bordão de um conhecido comercial de cerveja da época.
Eu estive algumas vezes na fazenda Santa Cruz. A mais especial foi a visita junto com os turistas. Me mostrou o quanto a rusticidade pantaneira, embora um tanto exótica, causava admiração em que chegava de outras bandas.
***
— Bom dia! — disse o homem que se aproximava ofegante. Resultado da gritaria que fizera para chamar nossa atenção.
— Bom dia! — eu e o cozinheiro respondemos quase juntos.
— O cês que são da comitiva do leilão? (Continua)

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